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| Governador Valadares, PF desarticula esquema de uso de cartões clonados para compra de passagens aéreas A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (4) uma operação em Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará contra uma organização criminosa especializada na clonagem de cartões de crédito e utilização em compras de passagens aéreas e ingressos de shows. Estimativas da Polícia Federal indicam que ao longo do ano de 2009, a quadrilha tenha dando um rombo no faturamento das empresas aéreas em valor superior a R$ 2 milhões.
Ontem pela manhã os policiais federais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, principal área de atuação da quadrilha. Na cidade, segundo a PF, os integrantes da quadrilha vendiam qualquer passagem aérea no Brasil ao valor de 50% do preço original que continha no site, independente do dia, da quantidade e do destino. Durante os dois meses de investigação, a Polícia Federal identificou mais de 500 passagens aéreas fraudadas, a um prejuízo superiora R$ 250 mil com a utilização de mais de 200 cartões de crédito fraudados. Como a maioria dos números dos cartões de credito não era vendida com os dados completos dos seus titulares, os criminosos utilizavam nomes fictícios para fornecer durante a compra nos sites. Dentre os passageiros identificados pela Policia Federal, estão médicos, dentistas, funcionários públicos, entre eles integrantes da Prefeitura de Governador Valadares onde um dos integrantes havia trabalhado, autoridades Públicas como juízes, promotores, procuradores federais e políticos que compraram passagens em princípio sem conhecimento da fraude. Investigações Até o momento, a polícia chegou à identificação de 28 integrantes da quadrilha. Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de estelionato, receptação qualificada, furto qualificado e formação de quadrilha. Foi indiciada também a gerente-geral da Caixa Econômica Federal de Valadares porque, de acordo com a PF, ela teria deixado vazar o conteúdo sigiloso das investigações. A quadrilha, segundo a PF, era bem dividida e cada grupo tinha uma função pré-determinada. A primeira parte, sediada em Belém (PA), era responsável pela captação dos números de cartão de crédito, usando nome das empresas de cartão Visa/Mastercard para obter informações dos clientes. Os estelionatários também se passavam por editoras de revista, também com objetivo de conseguir os dados.
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